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Fenatran 2019: Veja os caminhões que vão rodar no Brasil nos próximos anos

Jorge Moraes

14/10/2019 17h17

São Paulo – Caminhões e vans combinam com tecnologia, combustível alternativo ao diesel e também poderão ser 100% elétrico. A Fenatran, que acontece no São Paulo Expo até a próxima sexta-feira, reúne o que vai rodar pelo Brasil nos próximos anos.

Pode crer que não vai demorar muito para o futuro dos trucks ser cada vez mais amigo do meio ambiente. O diesel está fora de moda? Nada disso, mas nos grandes centros urbanos os leves e elétricos poderão tomar conta desse cenário de uma outra maneira. Sem fumaça.

A Volks caminhões, entre os 15 lançamentos no seu estande na feira, finalmente anunciou a chegada do e-delivery que começa a operar no segundo semestre de 2020 em parceria com a cervejaria Ambev. O "carro" chassi/cabine foi desenvolvido com tecnologia 100% nacional em parceria com sistemistas.

O elétrico Volkswagen e-Delivery

O primeiro e-Delivery 14 toneladas, concebido na configuração 6×2 é inédito e elétrico entregando até 260kW de potência com autonomia de até 200 quilômetros. Lógico que varia de acordo com as condições de operação. A recarga das baterias pode ser realizada de forma flexível (30% em 15 minutos ou 100% em três horas – diz o fabricante). São 200 Nm de torque, entre-eixos de 3.300 mm e PBT homologado de 10,7 ton. O preço? Nada divulgado.

Leves

Antes de migrar a conversa para os pesados, destaco o visual de entrega, além da conectividade dos novos Iveco Daily, com promessa de lançamento para abril de 2020. Dirigi a atual versão do produto que mais se aproxima de um utilitário de passeio. A Peugeot-Citroën fez o mesmo com a família Expert, Boxer e Jumpy.

O modelo minibus dos franceses, para dez passageiros mais motorista ou sete mais um no modo executivo, é o queridinho do mercado europeu e a presidente da PSA, Ana Theresa Borsari, aposta no efeito multiplicador do Velho Continente para ampliar a participação no mercado. Ela só não todo o time presente no evento.

Furgões da Peugeot

Pesados

Duas gigantes estavam em nosso radar. A primeira resolveu substituir os retrovisores por câmeras e projetar as imagens na cabine. O Actros da Mercedes-Benz é tudo isso é muito mais quando "abusa" da tecnologia que faz o caminhão parar (freia na hora) se encontrar um pedestre pela frente.

O MirrorCam, como foi batizado, coloca o MB em um outro nível de competição porque a tecnologia da cabine de quatro telas (cluster mais central multimídia) ainda permite o que chamo de visibilidade de manobra até 10 Km/h. Câmeras no lugar dos retrovisores são novidade dos carros autônomos ou das experiências com os conceitos em cena. As telas de projeção vão exigir um pouco mais de perícia do caminhoneiro. Mas depois do costume, da intimidade… Só curtir a vibe. A produção em maior escala está programada para o ano que vem.

Interior do Mercedes Actros

Na Scania o assunto foi outro. A empresa provocou o mercado com o pesado 6X2 de motor V8 de 16,4 litros, 410 cavalos de potência e PBT de 26.100 Kg inicialmente feito para o uso de gás natural e, a partir de agora com biogás, destinado a utilização em grupos geradores de energia. A sueca trocou o diesel pelo gás. Nesse produto sim.

O "novo combustível" é uma solução sustentável, como defende a empresa, e esse modelo de caminhão segue a tendência do gás natural que diretamente faz parte das empresas e prestadores de serviços como motoristas de APP e taxistas. Autonomia (se na prática pode ser ser mais barato que o diesel) e nível de consumo são informações finais que esperamos. O efeito meio ambiente pode ser levado em conta comparado ao uso diário do veículo? No meu ponto de vista sim. Existe sustentabilidade no projeto.

Com o biogás, a redução de emissões de CO2 pode atingir até 90%", afirma Celso Mendonça, gerente de Vendas de motores industriais, marítimos e para grupos geradores de energia da Scania no Brasil.

Os motores de combustão interna a gás funcionam de acordo com o princípio Otto, com ignição a faísca. O motor pode ser usado com gás natural e biogás equipado com o sistema de baixa pressão e turbo intercooler sem necessitar do uso do gás pressurizado.

Sobre o Autor

Jornalista, Jorge Moraes trabalha com o segmento automotivo desde 1994. Presente nos principais salões internacionais, é editor do caderno de Carros no Diário de Pernambuco, diretor e apresentador do programa Auto Motor na Band, e âncora do programa CBN Motor na rádio CBN Recife.

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