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Novo Range Rover Sport híbrido promete R$ 0,19 por quilômetro rodado

Jorge Moraes

16/10/2019 04h00

É o fim da linha dos jipões de luxo com motor 100% a combustão? Ainda não, mas a tendência é que eles recebam aquela ajudinha elétrica. O Range Rover Sport híbrido está na lista das primeiras chegadas de 2020 e vai desembarcar nas revendas em mais 90 dias. O preço? Na casa dos R$ 500 mil. Já parou de sonhar? Sonhar pode, mas comprar é direito de poucos. Os ingleses ainda terão que conviver com as versões a diesel e a gasolina que permanecem no line-up. No modo elétrico, a autonomia é de 50 quilômetros e o custo de carregamento de R$ 9,45, ou seja, na cidade pode chegar a R$ 0,19 por km.

O RR PHEV 400e (sigla que identifica o modelo híbrido) deverá seguir os passos do Volvo XC90, por exemplo, quando a versão combinada de energia praticamente despachou o consumidor do carro a diesel e despertou o outro lado do cliente que ainda ouve do vendedor (a) que ele está contribuindo com o meio ambiente. Está certo o moço (a). Preço e mais economia também são atrativos porque a potência é semelhante ao do V6 Supercharger.

O motor 2.0 combinado com o elétrico oferece 400 cavalos de potência com caixa automática de oito velocidades. Outro dado técnico relevante é a capacidade do tanque de combustível de 92 litros. 0 a 100 Km/h em 6,7 segundos na ficha técnica do fabricante. No modo elétrico a máxima é de 130 Km/h e na combinação vai aos 220 Km/h.

Autonomia

No elétrico, ao contrário do Volvo que faz 40 Km, o Range Rover vai rodar 50 quilômetros, portanto a chance de você visitar um posto de combustível para andar na cidade será mínima. Basta cumprir o percurso diário e carregar durante à noite, quando chegar em casa, e tudo estará resolvido. Lembro que o valor por recarga em menos de R$ 10 pode variar dependendo da região do país. A autonomia combinada fica na casa dos 784 Km. A tração 4X4 funciona sob demanda. A suspensão é pneumática.

O fabricante na base dos testes fez medições sob condições reais de uso que revelam um consumo de apenas 2,8 litros de gasolina a cada 100 km e emissões de 64 g/km± de CO2. O tempo de carga do veículo ficou taxado em 7,5 horas usando um cabo de carregamento doméstico. Se mora em apartamento acerte com o síndico isso se você vai fazer a obra elétrica na sua garagem.

O SUV de cinco lugares, 4,879 m de comprimento e entre-eixos de 2,923 m, vai calçar aro 21 polegadas com pneus 275/45. O porta-malas leva 793 litros sem o rebatimento dos assentos traseiros e, no "estilo furgão" tudo plano, vai para 1.868 litros. A altura livre do solo é de 278 mm e a profundidade de travessia avisada pela empresa é de 850 mm para enfrentar o fora de estrada.

Por dentro

De fato o carro é reconhecido pela excelência: touch pro duo com cluster digital para o motorista mergulhar em tecnologia é um mimo e tanto. A tela interativa movimenta os comandos de inteligência do veículo. Os bancos são em couro e perfurados, um charme. O modo de condução em qualquer terreno, a função dinâmica e os indicadores de eficiência do motor elétrico são relevantes para o condutor. O carro permite que você faça um pré resfriamento da cabine antes de entrar no veículo e sem dar partida no motor.

Visualmente

A diferença pra valer você vai encontrar quando ver a abertura da tampa de abastecimento da tomada ou ler com atenção a identificação na traseira do modelo inglês. O carro usa faróis de LED que dão aquela assinatura ao luxo da inglesa que é sonho de consumo de muita gente.

Sobre o Autor

Jornalista, Jorge Moraes trabalha com o segmento automotivo desde 1994. Presente nos principais salões internacionais, é editor do caderno de Carros no Diário de Pernambuco, diretor e apresentador do programa Auto Motor na Band, e âncora do programa CBN Motor na rádio CBN Recife.

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