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Jeep Gladiator: andamos na picape que você vai sonhar em ter na garagem

Jorge Moraes

17/01/2020 07h38

Queenstown (Nova Zelândia) – Nublado, chovendo ou com aquele sol escaldante. Não importa o tempo, o destino turístico de aventura mais badalado do mundo desperta encantador por todos os dias. A Jeep escolheu Queenstown para apresentar a picape Gladiator, prima legítima do Wrangler e dona de estilo único, radical e absoluta no 4X4.

Ah! Estou só elogiando? Como assim? Acho que depois de dirigir como fiz pelas estradas e trechos alagados da região da Nova Zelândia, com direito a cenários exuberantes e partes que poderiam ser mais atrevidas, para o porte do utilitário e sua capacidade de vencer terrenos rebeldes é o mínimo que posso escrever.

A bordo, conforto e exigência para pilotar a Rubicon e encontrar o ponto para fazer o bloqueio do diferencial, com apenas um toque no botão, na região das pedras que saltam e depois cedem espaço para a "praia" de lama. A chuva perseguiu grande parte do percurso de dois dias e transformou o caminho. O Gladiator passa por tudo, não tem poça ou algo semelhante que segure o carro porque ele atropela até mesmo com 76 cm de água cobrindo o Jeep. Por essas e outras razões fica difícil comparar com outra picape média em seu segmento, como Hilux, Frontier, Ranger, S10 e L200. Acho que, nesse caso, é cada uma na sua.

Explico que a picape da Jeep está acima da turma e certamente no preço também. Mesmo sem perspectiva de valor para o mercado brasileiro, onde começará a ser vendida a partir do Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro, arriscar uma média de R$ 300 mil poderia ser bem razoável. A direção da marca confirma suas primeiras entregas para 2021.

O veículo tem várias características aventureiras do Wrangler. Lembra que nele você pode rebater o para-brisa? Sim, na Gladiator faça o mesmo para viver a experiência do modelo conversível. Puxe a capota e divirta-se porque essa versão também oferece boa acústica e vedação impecável contra a chuva, mesmo que seja forte. Na base, a Trail Rated, que somente dirigindo para traduzir essas duas palavras que sugerem a você: pode ir que eu seguro a onda. A suspensão é firme quando exigida no off-road e mais suave em área urbana ou na estrada de asfalto. A rodagem é aro 17 no 245/75 e o Jeep oferece controle de tração e, claro, de estabilidade. A pisada no freio é firme com resposta do ABS.

A cabine é estilosa com painel invocado exibe a base central da peça na cor da carroceria e os mostradores misturando o analógico com o digital dão tempero à arquitetura interna. A tela central de 8,4 polegadas é semelhante à multimídia aplicada nos modelos nacionais da marca, com resolução melhor e câmera de ré digital. Car Play e Android Auto são conexões que podem ser feitas via cabo do telefone. Legal ver a bússola na tela e customizar ainda mais com as informações dos ângulos de defesa, ataque ou lateral.

O fabricante provoca o motorista com a alavanca do 4X4 bem raiz, diferente dos botões da atualidade, no modo natural. Tem uma outra também que é o freio de mão não eletrônico. Me perguntem pela parte chata do carro. Veja bem, são as teclas no painel de comando dos vidros das janelas. A função descer (abrir) pode ser feita por um toque enquanto subir você tem que ficar segurando com o dedo. Quanto aos porta-objetos aproveite para guardar o que tem em mão no porta-copos e no porta-luvas bem compacto.

Espaço para passageiros agrada dentro daquele padrão de picape. O som é legal e vou sugerir tocar seus hits preferidos com qualidade de fábrica sem grife, como Bose, por exemplo. A Gladiator não foi feita para trabalho forçado do campo, como as médias vendidas no Brasil porque pode faltar espaço. Outro lance é saber que a Jeep só comporta 620 quilos de carga contra os 1.000 kg da turminha. Ah! Seria somente carro de desfile? Não, sem exagero, mas é muito mais de passeio para qualquer tipo de destino. Tem hora que olhando do lado de fora pela janela a vontade que tive era de passar parte da noite na caçamba e acampar com o veículo ali mesmo, no meio do nada.

Mecanicamente

Se está pensando no diesel V6 de 260 cv vai ter que esperar mais. O que vem por aí é a picape com propulsor que avaliei: Pentastar V6 de 3.6 litros e 285 cavalos de potência. Quanto de consumo? Média de 5,5 Km/l. São 34 kgfm de torque e tudo auxiliado pela caixa de transmissão automática de oito marchas. Mais um detalhe que não tive resposta foi sobre a falta das hastes (borboletas) atrás do volante. Vai trocar de marcha no sequencial? Tem que ser pela alavanca. Quanto à capacidade de guarda de combustível, o tanque comporta 83 litros. Bem robusto.

Mopar

Se der, siga meu conselho e "moparize". Claro que o visual dianteiro da grade com câmera frontal e o design das sete fendas já agrada. É personalizado e de fácil reconhecimento global. Os faróis redondos e capo longo também ajudam. Na traseira, as novas lanternas são contornadas em LED. Mas na vibe Mopar, a Gladiator cresce e não importa a versão: Overland, Sport ou Rubicon (a minha preferida). A empresa oferece a possibilidade de troca das portas com estruturas tubulares, faróis de assistência e protetor de caçamba, assim como ganchos personalizamos. Duro vai ser encontrar fornecedor no Brasil para customizar do seu jeito. Acho que tudo isso faz parte do estilo. Da natureza da picape.

Abreviar

Os dados são os seguintes: Tamanho: a Gladiator mede 5,53 metros e pesa 2,3 toneladas. A altura do solo é de 25 cm e o ângulo de entrada 40,7 graus contra 25 de saída.

Sobre o Autor

Jornalista, Jorge Moraes trabalha com o segmento automotivo desde 1994. Presente nos principais salões internacionais, é editor do caderno de Carros no Diário de Pernambuco, diretor e apresentador do programa Auto Motor na Band, e âncora do programa CBN Motor na rádio CBN Recife.