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Fogo amigo entre Virtus GTS e Jetta Comfortline. Você prefere qual?

Jorge Moraes

18/02/2020 14h42

São Paulo – A Volkswagen não aposta nesse embate entre seus dois sedãs. Mas será que o público vai perder esse comparativo? No show room das lojas será inevitável um sedã não encontrar o outro. Mais esportivo, o GTS vai elevar o patamar de busca por uma pegada mais jovem do modelo ao preço de R$ 104,9 mil. E por aqui não vou remeter o tempo do texto aos anos 1980 e 1990 quando a grife fez história na marca alemã.

A versão mais esportiva do novo sedã traz um visual exclusivo com motor 250 TSI. Entre os itens exclusivos, um friso vermelho (lembra do GTi?) ligando os faróis full LED. E tem mais além de grade do radiador em formato de colmeia e a logo GTS. Na traseira, senti falta da dupla saída de escapamento como no Polo. Quanto ao Jetta, tem o mesmo conjunto mecânico mas um outro status, um outro espírito, mais conservador.

José Loureiro, gerente-executivo de engenharia, amplia a nossa colocação quando diz que o conflito dos modelos pode acontecer entre o Jetta R-Line e o Virtus GTS ao contrário do que comentamos. A lógica, sem levar em consideração o preço, seria essa. Mas o R-Line é mais salgado, melhor e custa na faixa dos R$ 120 mil enquanto o de entrada sai por R$ 11 mil a menos. Na questão dos valores, eles entram na contramão do que disse o engenheiro.

Virtus GTS é mais carro que o Jetta de entrada? Eu prefiro. Quanto ao R-Line, não, curto a opção com teto solar. A natureza esporte do "novato" é pura curtição. E dentro dele não esqueça, na hora do teste drive, de colocar o modo de condução mais arrojado. Faça isso na tela da central de info entretenimento que tem controle pelo toque.

O som Beats faz a diferença? Sim. Quem gosta de uma boa música vai curtir muito. O contrário disso é silenciar o rádio e deixar o ronco esportivo do escapamento conversar com você. Inspirá-lo. Na estrada, mesmo naquele dia de chuva que parou São Paulo, o sedã mostrou competência mecânica no 1.4 de 150 cv. A direção, uma seda quando tem que ser e a suspensão padrão alemã, durinha sim senhor.

A novidade equipada com motor TSI entrega 25,5 kgfm de torque. Associado ao câmbio automático de seis velocidades decorado por um belo console central. Entre as facilidades a bordo, o botão de partida ligado à chave presencial e além dele, o seletor de perfil de condução, que permite ajustar a experiência de direção entre os modos normal, ecológico, esportivo ou individual. Fale disso. Não esqueça porque o atuador sonoro, outro item exclusivo do GTS amplifica a experiência esportiva ao volante.

No design, o modelo traz de fábrica faróis full LED com desenho exclusivos da versão GTS, além da luz de condução diurna que facilita a visualização durante o dia. As rodas são de 17 polegadas diamantadas. Isso você não vai encontrar no primo Jetta de entrada.

Na cabine é possível encontrar os charmosos bancos com um misto de tecido e couro, com um desenho que abraça o motorista. Detalhes na cor vermelha também podem ser encontrados nas molduras de saídas de ar, na base da alavanca do câmbio e tapetes.

Para a tecnologia, a Volkswagem desenvolveu um painel digital que apresenta informações de navegação que podem ser mostradas em 2D ou 3D, em uma tela de 10,25 polegadas. O sistema Discover Media permite conectividade com smartphone por meio do App-Connect e nele Apple CarPlay e Android Auto.

Sobre o Autor

Jornalista, Jorge Moraes trabalha com o segmento automotivo desde 1994. Presente nos principais salões internacionais, é editor do caderno de Carros no Diário de Pernambuco, diretor e apresentador do programa Auto Motor na Band, e âncora do programa CBN Motor na rádio CBN Recife.